quarta-feira, 11 de julho de 2012

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INTERTEXTUALIDADE, PARÁFRASE E PARÓDIA

Antes de começarmos a entender sobre a maneira pela qual se conceituam estes termos, é importante lembrarmos sobre a questão da intertextualidade. A intertextualidade se dá através do diálogo estabelecido entre dois textos. Mas de que forma isso acontece?
Um exemplo bem simples é o título de uma redação, pois o “assunto” a ser discutido intertextualiza com nossas ideias, nosso conhecimento de mundo, ou seja, ninguém escreve ou fala sobre aquilo do qual não conhece ou não ouviu falar.
Podemos tecer um texto intertextualizando uma música, uma pintura, uma reportagem publicada em um jornal, um assunto polêmico que circula na mídia, e muitos outros. Agora começaremos a entender mais sobre a paródia e paráfrase, que também são formas de intertextualização.

A paráfrase origina-se do grego “para-phrasis” (repetição de uma sentença). Assim, parafrasear um texto, significa recriá-lo com outras palavras, porém sua essência, seu conteúdo permanecem inalterados. É dizer com outras palavras o que já foi dito.

Vejamos dois exemplos a seguir:

Texto Original

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”)

Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas ideias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal. Drummond de Andrade faz somente uma recriação daquilo que Gonçalves Dias já havia criado na era romântica.
Já a paródia é um exemplo de recriação baseada em um caráter contestador, às vezes até utilizando-se de uma certa dose de ironia e sarcasmo. É uma forma também de ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas. Ela leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.

Para exemplificar temos:

Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.

Uma canção

Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Cada qual com a sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra “onde”?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!
[Mário Quintana]

Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa




"A paródia não é um recurso de criação recente. Já existia na Grécia, em Roma, na Idade Média e, hoje, ela é ainda bastante utilizada. Ela ocorre de textos alheios (intertextualidade) e dos próprios textos de seu autor (intratextualidade), ou ainda como forma de autotextualidade, quando o poeta re-escreve a si mesmo."
De acordo com o dicionário de literatura de Brewer (apud SANT’ANNA, 1988, p.12), “paródia significa uma ode que perverte o sentido uma outra ode” (para-ode). Vale lembrar que ode era um poema a ser cantado. A paródia era entendida como uma canção cantada ao lado de outra, um contracanto.



-A paródia traz vozes distintas e antagônicas. Ela inaugura o novo, o diferente, constrói a evolução de um discurso, de uma linguagem, segundo Affonso Romano de Sant’Anna. Ela descontinuidade e se coloca ao lado da contra-ideologia. É a intertextualidade das diferenças, é deslocamento, deformação, inversão __ a contradição, a divisão, o ruído, a quebra das normas. – daí ser recurso bastante utilizado hoje. É mais do que re-apresentação, é tomada de consciência. Paródia é o gesto inaugural da autoria e da individualidade. É o estranhamento máximo, o desvio maior. Nesse dialogismo marcado pela ambigüidade, a literatura parodística é portadora do sério e do cômico. É um discurso dialógico auto-reflexivo. De um lado, a seriedade e a solenidade; de outro, a jocosidade, o ridículo.
Pode-se dizer que o uso da paródia é uma maneira de subverter padrões.

Affonso R. de Sant'Anna (1998) afirma que, para identificar os textos superpostos em diálogo é necessário repertório, memória cultural e literária. Por isso é importante que, nós educadores, façamos chegar às crianças o conhecimento das narrativas da tradição oral, tais como, os mitos, lendas, contos, pois elas são o verdadeiro material literário em processo de recriação.

O leitor tem papel importante nesse diálogo da intertextualidade. É essencial que leitor esteja atualizado e tenha um bom conhecimento de mundo para que possa fazer esse "link" entre o modelo utilizado no passado e a versão do presente.
"Uma cultura se estabelece pelo equilíbrio entre a automatização e a desautomatização, segundo nos ensina Affonso Romano de Sant’Anna (1988). Pela automatização, há o reforço da linguagem conhecida e, pela desautomatização, há a contestação. Há necessidade de convivência entre esses dois movimentos que se instauram no interior do discurso literário."
PARÓDIA, PARÁFRASE & CIA - (Affonso Romano de Sant'Anna)

O Alto da compadecida


Revolução dos bichos


Barroco


Desmundo


Analfabeto Político


A Odisséia

Na sociedade Grega onde os homens arcaicos criam em deuses,podesse identificar elementos do pensamento mítico.Elementos esses como;caráter dos deuses,religioso, mágico, a relação homens e deuses, e o chamado aretê e aristoí.[BR]O caráter dos deuses extremamente vaidosos,orgulhosos,discimulados e competitivo semelhantes aos homens.Trazendo para um caráter religioso vemos este atraves de Odisseu(personagem do antigo filme-A Odisséia)que ofertou seu filho aos deuses, também quando o mesmo ,ofereceu seu amigo morto como sacrifio e por fim oferta um cabrito a um deus.A conversa de Odisseu com deuses,os dias como anos e os seus amigos transformados em animais transparecia caráter mágico,estes elementos relacinam revelação e submissão(algumas vezes imposição)entre homens e deuses.Odisseu possuia um padrão de comportamento formidavél aos deuses( Aretê),possuindo assim o caráter e essência dos deuses(Aristoí) sendo superior a seus amigos.[BR]No pensamento mitíco não havia análise,se os deuses falassem ou sinalizassem os homens arcaícos acreditavam.Todo desenrrolar envolvia uma guerra entre gregos e troianos um misto de mito e razão onde até o fim da história o mito(real aos gregos)prevaleceu fortemente em todo contexto.

Troia

Depois de década de guerras Agamenon rei de Missenas forçou os reinos da Grécia a uma frouxa
aliança, apenas a Tessália permanece sem ser conquistada. Menelau irmão de Agamenon rei de Esparta está cansado das batalhas ele busca paz com Tróia o rival mais poderoso da emergente nação Grega.
Aquiles considerado o maior guerreiro já nascido,luta pelo exército grego mais o desdém
que nutre pelo governo de Agamenom ameaça partir a frágil aliança.”
O rei Agamenon propõe a Menelau resolver a batalha a moda antiga o melhor
homem do seu exército contra o melhor do exército de Menelau. Aquiles luta
contra Ógrios derrota com apenas um golpe. E desperta a admiraçãodo rei Agamenon .
O jovem Paris filho do rei Príamo, visita a corte Esparta
e apaixona-se por Helena filha Píndaro, rei de Esparta esposa do rei de Menelau. Paris rapta Helena e gera o
maior motivo para uma guerra que ficou famosa em toda a história. A guerra de
Tróia que durou duzentos anos.
Agamenon, o poderoso rei de Micenas, une todas as tribos da Grécia para trazer Helena de volta e defender a honra do seu irmão.
Coloca Aquiles no comando do exército de Esparta enquanto
o exército de Tróia é comandado por Heitor o irmão de Paris. Aquiles é um lutador orgulhoso , destemido dos homens e
dos Deuses essa afirmação pode ser feita base na cena em que ele corta a cabeça
do Deus Sol Patrono de Tróia. Ao perceber a guerra que provocou entre Esparta e Tróia
helena tenta fugir ,mas Heitor diz que é tarde demais e a impede.
Paris propõe a Menelau um duelo entre os dois o vencedor fica com Helena e a cidade de
Troia .Paris esta perdendo a luta e foge se arrastando até a perna do seu irmão Heitor que o livra de morrer e fere Menelau com uma espada que atravessa –lhe o abdômen, provocando
profundamente a ira de Agamenon que ordena ao exército que ataquemos Troianos. Depois de tanto massacre o exército Espartano recua e os Troianos comemoram pensando que os Espartanos tinham ido embora.
Pela manha os Troianos atacam os gregos e Heitor mata Pátroclo
amigo de Aquiles.
Patroclo luta com as armas, escudos, e armaduras de
Aquiles e faz com que todos pensem que é Aquiles que está lutando.
Revoltado Aquiles vai até Heitor Grita seu nomee a sua voz ecoa pelas
muralhas.
Heitor despede-se do seu pai e de sua esposavai até Aquiles luta com ele e é morto por Aquiles que o
amarra a sua carroça e o arrasta ao redor das muralhas depois leva o corpo até o exército grego para que todos
vejam o resultado da sua vingança.
O Pai de Heitor vai até o acampamento e pede a Aquiles que libere o corpo de Heitor para enterrá-lo. Aquiles poupa-lhe a vida e libera o corpo de Heitor para um funeral de doze dias.
Ulisses vê um soldado esculpindo um cavalinho de madeira para o filho que estava em casa e tem uma idéia construir um cavalo gigante.
Após doze dias de funeral os Troianos encontram um cavalo
de madeira e acreditando ser um presente dos Deus e recolhem muralha a dentro.
Durante a noite os gregos que estavam escondidos dentro do cavalo invadem a cidade e matam todos que veem pelo caminho inclusive o rei Príamo e incendeiam a cidade.
O episódio do cavalo é conhecido pela história como presente de Grego.
Durante o massacre Paris dispara várias flechas em Aquiles e nenhuma tem efeito sobre o seu corpo pois este era invulnerável desde bebe exceto o seu calcanhar e quando Paris dispara uma flecha envenenada no calcanhar de Aquiles consegue enfim mata-lo.
Ulisses coloca uma moeda em cada um dos olhos de Aquiles que estava mortoum costume
que diziam ser para os mercadores.

Bertolt Brecht

Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.
Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. Sua praxis é uma síntese dos experimentos teatrais de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista.
Brecht nasceu no Estado Livre da Baviera, no extremo sul da Alemanha, estudou medicina e trabalhou como enfermeiro num hospital em Munique durante a Primeira Guerra Mundial. Era filho de Berthold Brecht, diretor de uma fábrica de papel, católico, exigente e autoritário, e de Sophie Brezing (em solteira), protestante, que fez seu filho ser batizado nesta igreja.
Suas primeiras peças, Baal (1918/1926) e Tambores na Noite (Trommeln in der Nacht) (1918-1920), foram encenadas na vizinha Munique. Em sua participação no teatro Brecht conhece o diretor de teatro e cinema Erich Engel, com quem veio a trabalhar até o fim da sua vida.
Depois da primeira grande guerra mudou-se para Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, chamou-lhe a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Trabalha inicialmente com Erwin Piscator, famoso por suas cenas Piscator, como eram chamadas, cheias de projeções de filmes, cartazes, etc. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizada por Fritz Kortner e dirigida por Engel, tornou-se o seu primeiro sucesso.
O Nazismo afirmava-se como a força renovadora que iria reerguer o país, pretendendo reviver o Sacro Império Romano-Germânico. Mas, ao mesmo tempo, chegavam à Alemanha influências da recém formada União Soviética.
Com a eleição de Hitler, em 1933, Brecht exila-se primeiro na Áustria, depois Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz em 1954.
Seus textos e montagens o fizeram conhecido mundialmente. Brecht é um dos escritores fundamentais deste século: revolucionou a teoria e a prática da dramaturgia e da encenação, mudou completamente a função e o sentido social do teatro, usando-o como arma de consciencialização e politização.
Teve três filhos com Helene Weigel: Stefan Brecht, Barbara Brecht-Schall e Hanne Hiob.


Obra

As suas principais influências foram Constantin Stanislavski, Vsevolod Emilevitch Meyerhold, Erwin Piscator e Viktor Chklovski.
Algumas de suas principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu. Afirma Bernard Dort a respeito deste último:
Cquote1.svg … Galileu foi escrita, pelo menos originalmente, para servir de exemplo e de conselho aos sábios alemães tentados a abdicar seu saber nas mãos dos chefes nazistas. Cquote2.svg
Além dessas, escreveu também Seu Puntila e seu Criado Matti, A Resistível Ascensão de Arturo Ui, O Círculo de Giz Caucasiano, A Boa Alma de Setzuan, A Santa Joana dos matadouros e A Ópera dos Três Vinténs.