Índio da etnia Guarani Kaiowá põe cruzes em frente à Esplanada: foram assassinados no país 503 índios entre 2003 e 2011
Cuiabá - "Nós vamos ficar. Se os atiradores quiserem nos atacar,
morreremos em suas mãos por nossa terra", declarou em entrevista à AFP
Lide Solano Lopes, representante da comunidade Pyelito Kue, que
reivindica suas terras ancestrais em Mato Grosso do Sul.
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!
Entre olho e coração um pacto distinto,
Bem servir um ao outro deve agora.
Quando para ver-te o olho está faminto,
Ou a suspirar de amor o coração se afoga,
O olhar desfruta o retrato de meu amor,
E o coração ao banquete figurado
Convida. De outra vez, ao imaginado amor
O olhar a tomar parte é convidado.
Assim, por meu amor ou tua imagem,
És sempre presente ainda que distante,
Pois não podes do pensar ir mais além
Se estou com ele em ti a todo instante.
Se adormecem, tua imagem na minha visão
Desperta ao deleite vista e coração.
Amizade *-* A amizade é uma relação de amor, de afeto, de tipo muito especial. Ela se desenvolve no tempo, a partir de encontros sucessivos que nos revelam novas perspectivas, novos caminhos, fazendo-nos compreender uma parte de nós mesmos e do mundo que nos rodeia. É um momento de autenticidade, de reconhecimento da identidade frente à diversidade do outro.
\__________________Corrente_______________________/ A amizade não envolve sofrimento. Os amigos sentem-se bem na companhia um do outro, sem ambivalência (amor e ódio). Não há lugar para mesquinharias, maledicências nem mal-entendidos. Cada um ajuda o outro a descobrir, por si mesmo, aquilo que é essencial em sua vida, percorrendo juntos uma parte do caminho.
A amizade é um sentimento recíproco. Não é possível ser amigo de alguém que não seja, por sua vez, nosso amigo. A amizade é uma relação descontínua. Podemos passar muito tempo sem ver um amigo, mas, quando o vemos, é uma alegria, um reencontro sem cobranças pelo tempo que passou. Podemos retomar as conversas, sem obstáculos, sem mal-estar, sem maiores explicações. A amizade, também, não é exclusivista, ou seja, podemos ter vários amigos, sem que um roube nada do que damos ao outro. Não há concorrência entre amigos. Há reconhecimento do valor da individualidade única e inconfundível de cada um. Toda individualidade merece esse reconhecimento. (...)
\______Não existe distância pra amizades verdadeiras ;*____/
A amizade é, na sua essência, uma relação entre dois indivíduos isolados, donos de si mesmos e iguais, tanto em termos de poder quanto em termos de dignidade. Não é possível haver amizade quando há desequilíbrio de poder, ou seja, quando há dominação. Também não há amizade quando falta dignidade a qualquer uma das partes.
''Talvez não seja muito fácil encontrar verdadeiros amigos. Mas, quando os termos, vale a pena cultivar sua amizade, que pode vir a durar a vida inteira ''.
Kelly Gomes, Luisa Gomes, Gabriela, Ranon(fotógrafo)
O Arcadismo é uma escola literária que alcançou um enorme desenvolvimento cultural no século XVIII decretava o fim do pensamento barroco. Surgido na Itália, difundiu-se por toda a Europa, atingindo o Brasil que era conhecido como Neoclassicismo. O Arcadismo era caracterizado pelos os exageros, cometidos pelo Barroco, procurava a simplicidade, o equilíbrio clássico e a tão desejada medida certa. O nome Arcadismo vem do nome "Arcádia", região da Grécia Antiga cujo os habitantes se dedicavam ao pastoreiro que vivam nas naturezas. O Arcadismo visava reformular o ensino, os hábitos, as atitudes sociais que são muito diferentes de hoje em dia. Este foi o primeiro estilo literário propriamente brasileiro.
\_______________Igreja________________/ Características do Arcadismo
As principais características das obras do arcadismo brasileiro são: valorização da vida no campo, crítica a vida nos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade, idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples, pastoralismo e fingimento poético.
Podemos concluir que o Arcadismo tentou modernizar a literatura tendo como principal objetivo uma forma de expressão ojetiva. Estudando a história e as principais características deste período literário, foi possível conhecer a evolução da literatura e da própria sociedade, demonstrando que os acontecimentos de hoje são simples reflexo do passado.
\__________________Barroco______________________/
Fugere urbem (fugir da cidade): princípios de valorização da natureza, vista como lugar de perfeição e pureza, em oposição à cidade, onde tudo é conflito. Hoje as cidades grandes ainda são lugares de conflito, angústia e sem calma. As pessoas ainda migram para o campo, a procura de tranquilidade, procuram sítios, fazendas e o verde da natureza pra um bom descanso.
\____________casa de campo____________/
Ainda "sofremos" esta característica do Arcadismo, pois, mesmo que somente durante as férias, procuramos lugares calmos e, quase sempre, viajamos para os interiores de nosso estado que são bons lugares para tirar férias. | A | R | C | A | D | I | S | M | O |
Desenvolvimento sustentável O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais. ou seja :"desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações " Como obter o Desenvolvimento sustentável ? O primeiro passo para se obter o desenvolvimento sustentável é o planejamento e o reconhecimento de que os recursos naturais são finitos, já que muitas vezes o desenvolvimento econômico é confundido com o crescimento econômico mal planejado, que tem sua matriz energética justamente no consumo exacerbado dos recursos naturais.
Mas, o desenvolvimento sustentável surge, efetivamente, quando a máxima qualidade em detrimento da quantidade é adotada, em relação à redução da utilização de matérias primas e produtos, contrapondo o aumento da reutilização e da reciclagem.
Consumo Sustentável
Por exemplo : Adotar a prática dos três ‘erres’: o primeiro R, de REDUÇÃO, que se recomenda evitar adquirir produtos desnecessários; o segundo R, de REUTILIZAÇÃO, que sugere que se reaproveite embalagens, plásticos e vidros, por exemplo; por fim, o terceiro e último R, de RECICLAGEM, que orienta separar o que pode ser transformado em outro produto ou, então, em produto semelhante.
Verbete significa :
Apontamento, comentário, nota, verba. Papel em que se escreve um apontamento.
Exemplos de verbete :
> Endereço - Também chamado de URL (ver verbete). Identificação necessária para alcançar um site (exemplo: http://www.folha.com.br/) ou enviar mensagem (e-mail) para um usuário (exemplo: miguel@ folha.com.br) na internet.
> DNS - Um sistema de banco de dados que traduz um endereço IP (ver verbete) para um domínio. O endereço IP é numérico (exemplo: 200.221.3.135), e o domínio é um nome (exemplo: www.folha.com.br).
Antes de começarmos a entender sobre a maneira pela qual se conceituam estes termos, é importante lembrarmos sobre a questão da intertextualidade. A intertextualidade se dá através do diálogo estabelecido entre dois textos. Mas de que forma isso acontece?
Um exemplo bem simples é o título de uma redação, pois o “assunto” a ser discutido intertextualiza com nossas ideias, nosso conhecimento de mundo, ou seja, ninguém escreve ou fala sobre aquilo do qual não conhece ou não ouviu falar.
Podemos tecer um texto intertextualizando uma música, uma pintura, uma reportagem publicada em um jornal, um assunto polêmico que circula na mídia, e muitos outros. Agora começaremos a entender mais sobre a paródia e paráfrase, que também são formas de intertextualização.
A paráfrase origina-se do grego “para-phrasis” (repetição de uma sentença). Assim, parafrasear um texto, significa recriá-lo com outras palavras, porém sua essência, seu conteúdo permanecem inalterados. É dizer com outras palavras o que já foi dito.
Vejamos dois exemplos a seguir:
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”)
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas ideias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal. Drummond de Andrade faz somente uma recriação daquilo que Gonçalves Dias já havia criado na era romântica.
Já a paródia é um exemplo de recriação baseada em um caráter contestador, às vezes até utilizando-se de uma certa dose de ironia e sarcasmo. É uma forma também de ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas. Ela leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Para exemplificar temos:
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Uma canção
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios,
Cada qual com a sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra “onde”?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio!
[Mário Quintana]
Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa
"A paródia não é um recurso de criação recente. Já existia na Grécia, em Roma, na Idade Média e, hoje, ela é ainda bastante utilizada. Ela ocorre de textos alheios (intertextualidade) e dos próprios textos de seu autor (intratextualidade), ou ainda como forma de autotextualidade, quando o poeta re-escreve a si mesmo."
De acordo com o dicionário de literatura de Brewer (apud SANT’ANNA, 1988, p.12), “paródia significa uma ode que perverte o sentido uma outra ode” (para-ode). Vale lembrar que ode era um poema a ser cantado. A paródia era entendida como uma canção cantada ao lado de outra, um contracanto.
-A paródia traz vozes distintas e antagônicas. Ela inaugura o novo, o diferente, constrói a evolução de um discurso, de uma linguagem, segundo Affonso Romano de Sant’Anna. Ela descontinuidade e se coloca ao lado da contra-ideologia. É a intertextualidade das diferenças, é deslocamento, deformação, inversão __ a contradição, a divisão, o ruído, a quebra das normas. – daí ser recurso bastante utilizado hoje. É mais do que re-apresentação, é tomada de consciência. Paródia é o gesto inaugural da autoria e da individualidade. É o estranhamento máximo, o desvio maior. Nesse dialogismo marcado pela ambigüidade, a literatura parodística é portadora do sério e do cômico. É um discurso dialógico auto-reflexivo. De um lado, a seriedade e a solenidade; de outro, a jocosidade, o ridículo.
Pode-se dizer que o uso da paródia é uma maneira de subverter padrões.
Affonso R. de Sant'Anna (1998) afirma que, para identificar os textos superpostos em diálogo é necessário repertório, memória cultural e literária. Por isso é importante que, nós educadores, façamos chegar às crianças o conhecimento das narrativas da tradição oral, tais como, os mitos, lendas, contos, pois elas são o verdadeiro material literário em processo de recriação.
O leitor tem papel importante nesse diálogo da intertextualidade. É essencial que leitor esteja atualizado e tenha um bom conhecimento de mundo para que possa fazer esse "link" entre o modelo utilizado no passado e a versão do presente.
"Uma cultura se estabelece pelo equilíbrio entre a automatização e a desautomatização, segundo nos ensina Affonso Romano de Sant’Anna (1988). Pela automatização, há o reforço da linguagem conhecida e, pela desautomatização, há a contestação. Há necessidade de convivência entre esses dois movimentos que se instauram no interior do discurso literário."
PARÓDIA, PARÁFRASE & CIA - (Affonso Romano de Sant'Anna)
Na sociedade Grega onde os homens arcaicos criam em
deuses,podesse identificar elementos do pensamento mítico.Elementos
esses como;caráter dos deuses,religioso, mágico, a relação homens e
deuses, e o chamado aretê e aristoí.[BR]O caráter dos deuses
extremamente vaidosos,orgulhosos,discimulados e competitivo semelhantes
aos homens.Trazendo para um caráter religioso vemos este atraves de
Odisseu(personagem do antigo filme-A Odisséia)que ofertou seu filho aos
deuses, também quando o mesmo ,ofereceu seu amigo morto como sacrifio e
por fim oferta um cabrito a um deus.A conversa de Odisseu com deuses,os
dias como anos e os seus amigos transformados em animais transparecia
caráter mágico,estes elementos relacinam revelação e submissão(algumas
vezes imposição)entre homens e deuses.Odisseu possuia um padrão de
comportamento formidavél aos deuses( Aretê),possuindo assim o caráter e
essência dos deuses(Aristoí) sendo superior a seus amigos.[BR]No
pensamento mitíco não havia análise,se os deuses falassem ou
sinalizassem os homens arcaícos acreditavam.Todo desenrrolar envolvia
uma guerra entre gregos e troianos um misto de mito e razão onde até o
fim da história o mito(real aos gregos)prevaleceu fortemente em todo
contexto.